Bokeh: metáfora para o filme ou para a vida?

Se vc não gosta de cenas longas sem diálogos: não veja. Se você não gosta de diálogos longos que não explicam nada: não veja. 

Esse não é um filme com mais uma possibilidade apocalíptica. É um filme que pauta a vida sem o sentido diário construído por nossa sociedade. É um bokeh, um borrão fotográfico sem importância e que pode ser descartado, e ainda sim é belo. 

Essa seria a vida sem nossos princípios e nossos objetivos. Um papel em branco que pode ser jogado fora ou usado para construir uma nova história em tentativas melhores que a nossa. Mas ainda sim, o homem é bobo.

O homem desse filme disponível no Netflix vê uma oportunidade de lucro em proveito próprio, mesmo que esse não venha através do dinheiro que agora não tem mais importância, mas através de uma vida fácil e despreocupada. Enquanto isso a mulher está preocupada com um motivo de existência que transcendesse o mero gozo pessoal e que trouxesse a vida um sentido.

O homem é incapaz de aceitar seus questionamentos, com uma irresponsabilidade emocional com sua parceira, leva-a ao seu fim. O seu gozo torna-se seu próprio castigo.

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