Eu Não Sou Um Homem Fácil

Muitos podem julgar que o filme promove que uma sociedade matriarcal seria tão ruim quanto a nossa. Sádica, não diria tratar-se disso, mas sim criar uma ironia na inversão dos papéis para se fazer pensar a mulher enquanto ser oprimido. Colocando o homem no papel da mulher, o filme faz-se sentir na pele o que vivemos em nosso dia a dia.

Ainda penso que a roteirista e diretora Eleonore Pourriat pegou muito leve ao colocar a inversão como um delírio do protagonista ao bater a cabeça em um poste de aço, porque assim, em todo o tempo você tem a sensação de que aquilo ali é algo ocasional e que a qualquer momento voltaria ao normal; o que realmente acontece quando a Alexandra se depara com o mundo normal, me incomodando pelo fato de parecer punida por seus atos quando ainda tinha algum poder: até em um filme aparentemente feminista, a mulher se da mal no final.

Se fosse eu a escrever este filme, tornaria-ló invertido desde o início e ainda fecharia com a mulher esculhambando o macho no final, como acontece em nosso mundo real onde saímos sempre no prejuízo.

Mas só pra fechar esta reflexão, vale dizer que o ideal de uma sociedade matriarcal é uma sociedade igualitária, onde justo pela mulher ter poder, poderia organiza-lá de forma justa e compreensiva.

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