Roots, Panmela Castro, 2008, 10’14

Até pouco tempo atrás o espaço público era restrito à homens. Ainda hoje posso falar dos perigos da cidade para o corpo feminino. Durante muito tempo eu quis ser um homem e pensava habitar a pele errada. Para ser aceita e respeitada por gangs de homens, eu tive que me masculinizar: andar como eles, vestir-me como eles e até falar como eles. O vídeo em questão mostra o período entre 2006 – 2008 e estas minhas raízes no graffiti ilegal.

Em um determinado momento, percebi que o quê eu almejava nunca foi ser um homem, mas sim possuir o poder que eles exibiam e eu como mulher, nunca alcançaria. Que por mais que praticasse a mimese, o fato de eu possuir um corpo feminino, denunciava quem eu era e o meu lugar na casta de poderes. Então logo após este período eu iniciei a série “Lady Grinning Soul” onde subvertendo o papel destinado a mim, troco minhas vestimentas masculinas por uma indumentária hiper feminina, colorida e com flores; e o meu gestual agressivo e cheio de regras masculinas por poses de menina.

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