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Panmela castro portrait retrato artista

“Ninguém duvida de mim sem mentir pra si mesmo”
“Nobody doubts me without lying to themselves”

Panmela Castro é uma artista anti-racista e ativista feminista carioca que se dedica ao fim da violência gênero. Sua obra já foi exposta em museus de todo o mundo e faz parte de importantes coleções que mudam a lógica sexista do poder no mundo da arte tradicional.

Sobrevivente de violência doméstica, Panmela desenvolve há quase 20 anos, projetos de arte, arte-educação e murais públicos de grafite para conscientizar sobre os direitos das mulheres, especialmente por meio da Rede NAMI, organização fundada por ela e que teve impacto direto na vida de mais de 10.000 mulheres, principalmente mulheres negras, no Brasil. O trabalho de Panmela promove mudanças estruturais na sociedade, trazendo o conhecimento por meio da arte e da comunicação para que meninas e mulheres saibam como lutar por seus direitos.

Panmela Castro is an anti-racist artist and feminist activist from Rio de Janeiro dedicated for the end of gender-based violence. Her artwork has been showed in museums in the world and is a part of important collections changing the sexist logic of power in the traditional artworld.

As a domestic violence survivor, Panmela has been developing for almost 20 years, art, art education and public graffiti mural projects to raise awareness on women’s rights, special through Rede NAMI, the organization founded by herself that had a direct impact in the lives of more than 10.000 women, especially women of color, in Brazil. Panmela’s work aims to promote structural change in society, bringing knowledge through art and communication so that girls and women know how to fight for their rights. 

Panmela castro vilgil portraits

Autora de uma obra confessional e autobiográfica, Panmela Castro (Rio de Janeiro, 1981) explora diferentes linguagens, com predomínio de pintura, performance, fotografia e vídeo.

Originalmente pichadora do subúrbio do Rio, Panmela Castro interessou- se pelo diálogo que seu corpo feminino marginalizado estabelecia com a urbe, dedicando-se a construir performances a partir de experiências pessoais, em busca de uma afetividade recíproca com o outro de experiência similar.

A artista foi indicada ao Prêmio Select Arte Educação, e ao Prêmio Pipa em 2020. Figurou na lista ‘The Next Generation of Activists Making a Difference’, W Magazine, em 2016; foi nomeada ‘Young Global Leader’, no World Economic Forum, Davos, Suíça, em 2013; recebeu o DVF Award, The Diller – Von Furstenberg Family Foundation, Nova Iorque, EUA; e fez parte da lista ‘150 Women That Are Shaking The World’, Newsweek Magazine, em 2012.

Exposições recentes incluem: ‘Rua’, Museu de Arte do Rio (MAR), Rio de Janeiro, ‘Ocupação Lavra’, Centro de Artes Hélio Oiticica, Rio de Janeiro, em 2020; ‘Aparelho’, Maus Hábitos, Porto,’Exposição Grau 360′, Museu da República, Rio de Janeiro, ‘Palavras Somam’, Museu de Arte Brasileira da FAAP, São Paulo, em 2019; Street Type”, Caixa Cultural DF, Brasília, em 2018; Frestas Trienal de Artes”, Sesc Sorocaba, Sorocaba, ‘Urban Nation Museum Permanent Collection’, Urban Nation Museum, Berlin, em 2017; ‘Das Virgens em Cardumes e da Cor das Auras’, Museu Bispo Rosário Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, ‘Synopsis of an Urban Menoir’, Andrew Freedman Complex, Nova York, ‘Vinil Vandals’, C’mon Everybody, Nova York, EUA, em 2016.

Entre as coleções que possuem seu trabalho estão: Institute of Contemporary Art MIAMI (ICA), EUA; Stedelijk Museum, Amsterdan, Holanda; IDB Art Collection – Inter- American Development Bank (IDB) – Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); Urban Nation Museum, Berlim, Alemanha; Museu de Arte do Rio (MAR), Museu da República, Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (FUNARJ), Espaço Furnas Cultural, Furnas Centrais Elétricas, no Rio de Janeiro; Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAB FAAP, Museu de Arte Brasileira Armando Álvares Penteado, em São Paulo; The United Nations Art Collection, ONU Mulheres, Museu da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Author of a confessional and autobiographical work, Panmela Castro (Rio de Janeiro, 1981) explores different languages, with a predominance of painting, performance, photography and video.

Originally a graffiti artist from the suburbs of Rio de Janeiro, Panmela Castro has always been interested in the discussion that her marginalized female body establishes in the city context. She has dedicated herself to elaborate performances based on personal experiences in search of mutual affection from those that have been through similar experiences that results in videos, photos, objects and paints.

The artist was nominated for the Select Arte Educação Award, and for the Pipa Award in 2020. She was on the list ‘The Next Generation of Activists Making a Difference’, W Magazine, in 2016; she was named ‘Young Global Leader’ at the World Economic Forum, Davos, Switzerland, in 2013; received the DVF Award, The Diller – Von Furstenberg Family Foundation, New York, USA; and was part of the ‘150 Women That Are Shaking The World’ list, Newsweek Magazine, in 2012.

Recent exhibitions include: ‘Rua’, Museu de Arte do Rio (MAR), Rio de Janeiro, ‘Ocupação Lavra’, Hélio Oiticica Arts Center, Rio de Janeiro, 2020; ‘Aparelho’, Maus Hábitos, Porto, ‘Grau 360 Exhibition’, Museu da República, Rio de Janeiro, ‘Palavras Somam’, FAAP Museum of Brazilian Art, São Paulo, 2019; Street Type“, Caixa Cultural DF, Brasília, 2018; Frestas Triennial de Artes”, Sesc Sorocaba, Sorocaba, ‘Urban Nation Museum Permanent Collection’, Urban Nation Museum, Berlin, 2017; ‘Das Virgens em Cardumes e da Cor das Auras’, Bispo Rosário Contemporary Art Museum, Rio de Janeiro, ‘Synopsis of an Urban Menoir’, Andrew Freedman Complex, New York, ‘Vinil Vandals’, C’mon Everybody, New York, USA, 2016.

Among the collections that have her work are: Institute of Contemporary Art MIAMI (ICA), EUA; Stedelijk Museum, Amsterdan, Holanda; IDB Art Collection – Inter-American Development Bank (IDB); Urban Nation Museum, Berlin, Germany; Museu de Arte do Rio (MAR), Museu da República, Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (FUNARJ), Espaço Furnas Cultural, Furnas Centrais Elétricas, no Rio de Janeiro; Pinacoteca do Estado de São Paulo, MAB FAAP, Museu de Arte Brasileira Armando Álvares Penteado, em São Paulo; The United Nations Art Collection, ONU Mulheres, Museu da Câmara dos Deputados, em Brasília.

REDE NAMI
Panmela Castro e seu trabalho social na rede NAMI

“O que une toda a minha produção são as ideias que exploro como mulher e artista, inclusive a minha atuação como ativista social, por meio da rede NAMI, que é a minha contribuição prática na vida das mulheres”, conta Panmela.

O cerne das inquietações da artista é descrito por ela como “alteridade e pertencimento: o trabalho é sempre sobre o amor, sobre a relação com o outro, é sobre a minha existência vivenciada a partir da existência do outro”.

Conhecida mundialmente pelo ativismo e como uma das grafiteiras mais relevantes dos anos 2000, Panmela Castro sempre trabalhou com uma variedade de suportes, que não tinham a mesma projeção devido à agenda sempre agitada de festivais e exposições no exterior. Houve um momento na produção de grafite em que, segundo ela, seu interesse migrou das imagens que pintava nos muros para a relação do próprio corpo com o espaço urbano e com as pessoas ao seu redor.

Aqui talvez a gênese deste processo de mergulho na pintura sobre tela e nas performances, que resultou nas séries mais recentes.

“What unites my entire production are the ideas that I explore as a woman and artist, including my role as a social activist, through the NAMI network, which is my practical contribution to women’s lives,” says Panmela.

The heart of the artist’s concerns is described by her as “otherness and belonging: my work is always about love, about the relationship with the other, it is about my existence experienced from the existence of the other”. Known worldwide for activism and as one of the most relevant graffiti artists of the 2000s, Panmela Castro has always worked with a variety of media, which did not have the same projection due to the ever-agitated agenda of festivals and exhibitions abroad.

There was a moment in the production of graffiti when, according to her, her interest migrated from the images she painted on the walls to the relationship of her own body with the urban space and with the people around her.

Here, perhaps, the genesis of this process of diving into painting on canvas and performances, which resulted in the most recent series.